LDAuni
Laboratório de Desenvolvimento e Apoio Unificado
Inteligência Social
NÚCLEO MANAUS-AM
CIACC

Essa é a minha história

HISTÓRICO FAMILIAR
José Garcia da Silva, "ZEBA", como era conhecido, nasceu na cidade de Monte Alegre - PA, filho de Manoel Ferreira da Silva e de Francisca Garcia da Silva. Com a cidade de Monte Alegre ainda em desenvolvimento, quando tudo era mais difícil, José Garcia também teve uma vida com dificuldades, pois com a separação dos pais, ele ainda jovem teve que trabalhar para sobreviver. Morando em casa de tios e parentes, até chegar a vida adulta, sempre gostou de esportes, principalmente de jogar futebol, que sempre foi a sua paixão.
O AMOR PELO ESPORTE
Ainda jovem ficou conhecido em toda a cidade por ser um ótimo jogador de futebol, o famoso "ZEBA", sendo cogitado até para jogar em times profissionais da época. Participou de muitos campeonatos, jogou em vários estádios, mas também jogava "peladas" em campinho de terra com seus amigos. Muito carismático e sempre dedicado nas coisas que fazia, era sempre bem-vindo na roda dos amigos e na comunidade em que vivia; por onde passava, as pessoas sempre falavam e brincavam com ele de forma carinhosa. Além de carismático, também era atencioso, bondoso e de um imenso coração, o que por conta disso, sempre teve o carinho dos parentes, dos amigos e de todos que o conheciam.
CARREIRA EDUCACIONAL
Apesar de todas as dificuldades da época conseguiu estudar, não chegou a concluir seus estudos secundários e nem chegou a cursar uma faculdade regular, passou apenas pela faculdade da vida, mas o que aprendeu foi o suficiente para seguir seu caminho e escrever a sua história. Mesmo com pouco estudo regular, mas com uma capacidade grande de raciocínio, muito bom em cálculos matemáticos, isso fez com que ele mais tarde conseguisse trabalhar em uma área técnica na companhia elétrica do município, o que será melhor explicado depois.


INÍCIO DA SUA PRÓPRIA FAMÍLIA
Ainda jovem, trabalhando em diversos tipos de atividades para sobreviver, conheceu Francisca de Castro Negreiros, a jovem que depois veio a ser a sua esposa até os seus últimos dias de vida, e que passou a ter o nome de Francisca Castro da Silva. Tudo ainda estava se iniciando no município de Monte Alegre, estava ruim para todo mundo e, nesse princípio, nada foi fácil na vida desse jovem casal. O ano era 1962, com grandes sonhos na cabeça e muita força de vontade para seguir uma vida juntos, contrariaram todos os prognósticos ruins, decidiram seguir uma vida a dois para construir sua própria família.
Para isso tiveram que enfrentar grandes batalhas. Porque nem ainda estavam estabelecidos financeiramente, e já nascia a primeira filha do casal em 1963, Milene Hiruma, que possui 2 filhos. Já no ano de 1965, nasce a segunda filha, Milacene Nemer, que possui, 3 filhos. Só então nasce o primeiro filho homem do casal, o que qualquer pai deseja, o José Garcia da Silva Filho, em 1967, e que possui 3 filhos. Em 1968, nasce a terceira filha, Auriene Barros, que possui 1 filho. Já em 1971, nasce o segundo filho homem, Welson da Silva, que possui 2 filhas. No ano seguinte, 1972, nasce o terceiro filho homem, Jairo da Silva, que possui 3 filhos. E só após 6 anos, 1977, nasce a quarta filha do casal, Elízia Cristina Fonseca .
A BATALHA CONTINUA
Nesse período, já com 4 filhos para alimentar, cuidar e criar, enquanto o esposo, o "ZEBA", trabalhava em outras atividades, a esposa, a jovem Francisca Silva, decidiu abrir uma mercearia, onde passou a ajudar na renda da família, cuidando dos filhos e administrando o comércio. Um comércio típico da época, quando ainda se vendia tudo a granel: dois dedos de óleo no copo, 100 gramas de manteiga no papel, 300 gramas de açúcar, meio quilo de farinha e por ai vai... Enquanto os filhos cresciam e estudavam, ela tocava o comércio a todo vapor, e o esposo "ZEBA" trabalhando em outras atividades para se estruturarem melhor na vida.
Agora já com 7 filhos, tudo parecia que ia de vento em poupa, mas o comércio acabou não dando muito certo porque, entre outras coisas, devido ao grande coração de José Garcia, as poucas vezes que ficava tomando conta da mercearia não resistia aos lamentos dos que queriam comprar fiado, e entregava boas quantidades de mercadoria, sendo que esses geralmente não pagavam, e ainda tinha os pedintes para os quais ele fazia algumas doações além da conta. Apesar de serem boas ações, tudo isso acabou gerando grandes prejuízos, o que causou alguns desentendimentos entre o casal, que ao longo do tempo fez com que a comerciante Francisca se desestimulasse e encerrasse as atividades do comércio.


CARREIRA PROFISSIONAL
Em meio às atividades comerciais da esposa, José Garcia "ZEBA" , foi convidado para trabalhar nas Centrais Elétricas do Pará - CELPA, que hoje em dia se chama Equatorial Energia Pará. Para se adaptar a esse novo tipo de trabalho, ele começou uma nova batalha pessoal, agora um trabalho técnico, em uma grande companhia, mas que ele não tinha conhecimento e experiência alguma no ramo. Teve que viajar para fazer vários cursos na capital e outros foram locais, ora pensando em desistir, ora continuando, pois ainda tinha os atrasos no pagamento do salário. Mas o tempo foi passando, a esposa incentivando, e enfim, conseguiu todas as capacidades necessárias na área elétrica para que pudesse trabalhar como operador de máquina, função que exerceu e trabalhou até se aposentar da companhia.
UMA PESSOA SIMPLES E BEM INFORMADA
Não tem como escrever em poucas linhas todas as minúcias da vida de alguém como o famoso "ZEBA", que apesar de todas as situações difíceis pelas quais teve que passar na vida, sempre se dedicou ao trabalho e ao cuidado da sua família. Uma pessoa simples em seu modo de ser, de poucas palavras, quase sempre usando calção e, na maioria das vezes, sem camisa. Não gostava de participar de comemorações e nem de se sentir um peso para ninguém, apesar de continuamente gostar de aliviar o peso dos que precisavam. Amante do futebol, jogou até quando já estava aposentado, e assistia todos os jogos do campeonato brasileiro, em especial do seu time do coração, o Flamengo, e sofria quando esse ou a seleção brasileira perdia. Muito atualizado nos assuntos gerais de relevância local, nacional e internacional, pois gostava de assistir diariamente diversos jornais na TV. E não podia faltar na cozinha o seu cafezinho com leite e suas balas que ele tanto gostava. E um pudim de leite também era muito bem-vindo.
